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Mostrando postagens com o rótulo Taxa Selic

O CAPITALISMO BRASILEIRO É UM AMOR, É OU NÃO É? - CAPÍTULO - LIX

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  “Terrorismo” do mercado é chantagem para impedir a queda dos juros, denuncia Marconi “Até porque essa mudança de meio de superávit para zero em 2025 não é nenhuma mudança avassaladora”, afirmou o economista da FGV. “Se o governo tivesse deixado o investimento fora da regra do arcabouço fiscal, nada disso estaria acontecendo” O professor Nelson Marconi, economista da Fundação Getúlio Vargas, avaliou, na sexta-feira (19/04/24), em entrevista ao HP, que a pressão que o mercado financeiro está fazendo neste momento visa manter as taxas de juros elevadas. Nos últimos dias quase todos os economistas ligados ao sistema financeiro fizeram parte de uma orquestração uníssona exigindo cortes de investimentos e gastos sociais. Eles fizeram previsões catastróficas se os cortes de investimentos públicos não forem feitos. Ameaçaram com “explosão” da dívida se o governo não se render aos seus interesses. Marconi desvendou o que há por trás dessa orquestração do mercado financeiro: “...

O CAPITALISMO BRASILEIRO É UM AMOR, É OU NÃO É? - CAPÍTULO - LVII

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Painel eletrônico da B3; mesmo com juros altos, muitas empresas listadas na Bolsa da Valores superam a Selic na distribuição de dividendos -  Paulo Whitaker/REUTERS INTRODUÇÃO "Temos a notável capacidade de banalizar a  corrupção   e a fraude, que incomodam, mas paradoxalmente são toleradas como esperteza. Como um ato de sobrevivência e, talvez o mais deletério, de realismo sociopolítico. Vale fraudar um fraudador para impedir outro fraudador, criando um poço sem fundo.  Além disso, as fraudes são graduadas. Roubar um celular tem consequências mais severas do que “manipular” ou “maquiar” um orçamento a que ninguém tem acesso. Como os pecados, as fraudes são relativizadas. Feitas por companheiros ou lidas como espertezas são englobadas numa “ética de malandragem” cujo paradigma é Pedro Malasartes e Macunaíma e, assim, perdoadas". Roberto Damatta - Antropólogo Bancos mantêm suas taxas de juros mesmo com queda da Selic, aponta Procon Pesquisa aponta que quatro do...

HISTÓRIA DO BRASIL - ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA, VOZES DO BOM SENSO: AURÉLIO VALPORTO

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  ‘Modelinhos matemáticos do presidente do BC não têm relação com a realidade’, diz economista “As falas do presidente do Banco Central no Senado comprovam que o raciocínio da autarquia sobre o processo inflacionário carece de um mínimo de coerência lógica”, observou Aurélio Valporto, presidente da Abradin, ao comentar a audiência pública no dia 25/04/23. O economista Aurélio Valporto, presidente da Associação Brasileira de Investidores (Abradin), criticou, no dia 25/04/23, em entrevista ao HP, as teses pró-juros altos defendidas pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, na audiência pública realizada no Senado Federal. “As falas do presidente do presidente do Banco Central no Senado comprovam que o raciocínio da autarquia sobre o processo inflacionário carece de um mínimo de coerência lógica, mas pelo menos ele passou a entender que juros altos combatem apenas inflação de demanda”, ironizou Valporto. “A partir disso, ele procurou sustentar que a economia brasileira, à...

HISTÓRIA DO BRASIL - ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA, VOZES DO BOM SENSO: JOSÉ LUIS OREIRO

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  Crédito direcionado, a taxa Selic e a ignorância confiante do presidente do Banco Central A vida do presidente do Banco Central do Brasil não tem sido nada fácil nos 100 dias de governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Dia sim e outro também o presidente Lula ataca a política monetária do Banco Central que insiste em manter a taxa selic em 13,75 % a.a num contexto em que  a inflação medida pelo IPCA acumulada em 12 meses acumulou alta de 4,65% em março de 2023  mesmo após a reoneração parcial dos impostos sobre combustíveis feita pelo governo federal. A taxa real de juros (ex-post) se encontra no patamar de 8,69% a.a, quase 300 pontos base acima da média da taxa selic no período 1999-2022 de “apenas” 5,91% a.a. Isso num contexto em que a inflação acumulada em 12 meses está quase 200 pontos base abaixo da média do período 1999-2022 de 6,43% a.a. Trata-se da mais elevada taxa real de juros praticada entre as maiores economias do mundo como podemos observar na figu...

O CAPITALISMO BRASILEIRO É UM AMOR, É OU NÃO É? - CAPÍTULO - V

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  Juros altos acirram dívidas financeiras das famílias, aponta pesquisa da CNC Percentual de consumidores reportando que não terão condições de pagar contas atrasadas aumentou em janeiro O percentual de famílias endividadas representa 78% dos lares brasileiros em janeiro deste ano, segundo a pesquisa de endividamento e inadimplência da Confederação Nacional do Comércio. As famílias que recebem até três salários mínimos iniciaram o ano proporcionalmente mais endividadas (79,2%), assim como estão aquelas, nesta faixa de renda, que mais atrasaram as contas em janeiro (38,7% do total, ou 4 em cada 10). Em janeiro, as famílias com até três salários utilizaram 31,6% da renda para pagar apenas as dívidas. “O percentual de consumidores reportando que não terão condições de pagar dívidas já atrasadas de meses anteriores aumentou em janeiro, em todos os grupos de renda, sendo também mais expressivo entre os consumidores com até 3 SM (17,4% do total). Tal fato revela que as famílias inadimple...

COMO É FEITA A DEFINIÇÃO DA SELIC?

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  O QUE É A SELIC? A Selic é a taxa básica de  juros  da economia. Isso significa que ela é um valor referencial para a fixação dos juros cobrados por instituições financeiras. O valor real não é exatamente o mesmo do fixado pelo Banco Central, podendo ser maior ou menor. O seu nome vem da sigla Selic (Sistema Especial de Liquidação e de Custódia). Esse sistema é uma plataforma do Banco Central onde são realizadas as operações de compra e venda de títulos públicos federais. A oferta desses títulos é como se o Estado estivesse pegando empréstimo com investidores (que podem ser pessoas físicas, empresas ou bancos) para pagar as suas dívidas. A média dos juros cobrados do governo pelo dinheiro que lhe foi emprestado corresponde à taxa Selic. Segundo o BC, essa é sua principal ferramenta de controle da  inflação . Isso porque ela interfere diretamente na tomada de empréstimo ou de uso do crédito. Se o juro está alto, fica mais caro pegar dinheiro emprestado e, logo...

HISTÓRIA DO BRASIL - ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA, VOZES DO BOM SENSO: LUÍS NASSIF

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  O truque do mercado para afirmar que a inflação vai subir, por Luís Nassif De fato, se desconsiderasse a deflação dos três meses passados, em vez de 5,4%, o IPCA anual ficaria em 6,1%. Mas o que interessa na conta é saber o comportamento do IPCA, sem a interferência do governo. Qual a lógica dos economistas, segundo Cláudia Moreno, do C6 Bank e de Marcos Caruso, do Banco Original: Eles recorreram a um truque estatístico. De julho a setembro do ano passado, houve a desoneração da combustíveis e energia, gerando uma deflação. Agora, na medida em que esses três meses vão saindo da conta anual, o IPCA tende a crescer. E aí, apresentam suas projeções, com o IPCA até dezembro, portanto expurgado da deflação do ano passado, mostrando um aumento do IPCA. Se o IPCA anual volta a crescer, significa que a Selic tem que ser mantida. Onde está o erro de lógica? O sistema de metas inflacionárias mede o ritmo de evolução dos preços afetados pela demanda. Obviamente o preço dos combustíveis e da...

HISTÓRIA ECONÔMICA DO CAPITALISMO BRASILEIRO - II

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  Expectativas de inflação e a agiotagem autorizada A política monetária, tal como é desenhada no Brasil desde o Plano Real, se inclina aos desígnios rentistas. O que a independência do BC causou foi a sacralização da agiotagem como prática autorizada por uma entidade apartada das pressões da sociedade Das cenas que inspiram tragédia, um banqueiro acuado é a mais cômica. Cômica e terrível, considerando a facilidade com que os arguidores do  programa Roda Viva da TV Cultura , exibido no último 13 de fevereiro de 2023, deixaram Campos Neto escorregar no quiabo para fugir do debate sobre a soberba taxa de juros praticada pelo Banco Central. Capturando as entrelinhas com a missão de traduzir as gírias que atiçam os ouvidos na Faria Lima, não passou despercebida a relevância atribuída por Bob Fields III aos caprichos expectacionais dos agentes financeiros. No caldeirão do monetarismo, a noção de que os agentes atuantes na alocação de recursos líquidos são capazes de prever os movim...