HISTÓRIA DO BRASIL: ANO MMXXIV DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA - XV
Pequena e média
indústria terá apoio de R$ 1,5 bi com teto em taxa de juros
Governo vai ampliar programa criado em 2016 com
linhas de financiamento do BNDES e Finep
SÃO
PAULO
O
vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) disse nesta
terça-feira (03/01/24) que o governo vai ampliar um programa de apoio à
produtividade de
micro, pequenas e médias indústrias, que poderão ter acesso a linhas de
financiamento com juros de até 4%.
Os
recursos virão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)
e da Finep, agência ligada ao MDIC (Ministério de Ciência, Tecnologia e
Inovação).
Com
isso, as duas entidades passam a integrar o Brasil Mais Produtivo, programa criado em
2016 com o objetivo de melhorar a competitividade e fomentar o acesso a novas
tecnologias.
"[O
programa] fará um trabalho customizado, empresa por empresa, fazendo uma
consultoria, identificando o problema e propondo soluções. Havendo necessidade
de máquinas e equipamentos, o BNDES e Finep financiam com juros de até 4%, que
é a TR [taxa referencial] —juro menor que existe", disse Alckmin.
O
anúncio foi feito durante o 15º Congresso da Micro, Pequena e Média Indústria, promovido pela Fiesp,
(Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), na capital paulista.
Em
julho deste ano, o governo havia anunciado R$ 1,5 bilhão para intensificar as
atividades do programa. A novidade agora é a entrada do BNDES e da Finep como
instituições financiadoras, além da meta de aumentar o número de empresas
atendidas para mais de 90 mil.
"Podemos
dar um salto importante através do Brasil Mais Produtivo, com recursos
expressivos e trabalho focado, empresa por empresa, no sentido de que ela possa
ter melhor produtividade", afirmou Alckmin.
Durante
o evento, o vice-presidente destacou que a chamada neoindustrialização do Brasil é uma
das prioridades da terceira gestão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e lembrou que governo também lançou um
programa de inovação, com apoio de R$ 60 bilhões previstos no PAC (Programa de
Aceleração do Crescimento)
Dividindo
o palco com representantes do setor e discursando para uma plateia formada em
sua maioria por empresários, Alckmin disse que a indústria é tributada em
excesso no Brasil.
"A
indústria está supertributada. A Reforma Tributária vai impulsionar a atividade
industrial, vai desonerar completamente o investimento e desonerar
completamente a exportação", afirmou.
Segundo
ele, a proposta —que ainda
está em tramitação no Congresso— vai acabar com a cumulatividade de
crédito e reduzir o chamado custo Brasil ao substituir
cinco impostos sobre consumo por um único IVA (Imposto sobre Valor Agregado).
Durante o evento, Alckmin citou indicadores econômicos que considera positivos, e disse que, embora o cenário internacional não esteja tão favorável, o país está diante de boas oportunidades.
O
vice-presidente afirmou que o Brasil é hoje o segundo país que mais recebe
investimento externo direto, perdendo apenas para os Estados Unidos. Segundo
ele, isso ocorre devido a uma mudança na dinâmica de produção global que, além
de preço e qualidade, passou a valorizar também a sustentabilidade —o que é
considerado um diferencial brasileiro.
No
fim de seu discurso, Alckmin ainda falou sobre os acordos internacionais,
dizendo que acelerar as possibilidades de tratados é uma das prioridades do
governo Lula.
"Quando
você não faz um acordo, você não fica parado, fica para trás, porque o outro
[país] fez e vai ter uma preferência sobre você", afirmou. "Nós
perdemos comércio com os vizinhos, que é para onde vendemos valor agregado,
para onde vendemos caminhão, geladeira, produto industrial", acrescentou.
