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Mostrando postagens com o rótulo Crescimento Industrial

HISTÓRIA DO BRASIL: ANO MMXXIV DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA - XV

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  Pequena e média indústria terá apoio de R$ 1,5 bi com teto em taxa de juros Governo vai ampliar programa criado em 2016 com linhas de financiamento do BNDES e Finep Thiago Bethônico SÃO PAULO O vice-presidente  Geraldo Alckmin (PSB)  disse nesta terça-feira (03/01/24) que o governo vai ampliar um  programa de apoio à produtividade  de micro, pequenas e médias indústrias, que poderão ter acesso a linhas de financiamento com juros de até 4%. Os recursos virão do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e da Finep, agência ligada ao MDIC (Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação). Com isso, as duas entidades passam a integrar o  Brasil Mais Produtivo , programa criado em 2016 com o objetivo de melhorar a competitividade e fomentar o acesso a novas tecnologias. "[O programa] fará um trabalho customizado, empresa por empresa, fazendo uma consultoria, identificando o problema e propondo soluções. Havendo necessidade de má...

HISTÓRIA DO BRASIL: ANO MMXXIV DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA - XIV

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  Empresário da indústria começa o ano bem mais otimista do que em 2023 Índice de confiança da Confederação Nacional da Indústria (CNI) avança pelo segundo mês consecutivo Por Ana Carolina Diniz Em janeiro de 2024, o Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI), da CNI, avançou 2,2 pontos, de 51 pontos para 53,2 pontos. É o segundo mês consecutivo de avanço da confiança do setor industrial. O índice varia de 0 a 100, então os valores acima de 50 pontos indicam confiança do empresário. Em janeiro do ano passado, início do governo Lula, o índice de confiança estava em 48.6 pontos, ou seja, houve um aumento de 4.6pp. De acordo com a pesquisa, os empresários ainda estão pessimistas com o momento atual da economia, mas houve uma melhora em relação a dezembro, avanço de 1,5 ponto, para 48,3 pontos. Mas estão mais otimistas em relação ao próximos seis meses: o Índice de Expectativas avançou 2,6 pontos, para 55,7 pontos. Em relação à economia brasileira, deixaram o ca...

HISTÓRIA DO BRASIL - ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA, VOZES DO BOM SENSO: LUÍS NASSIF

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  É hora da civilização da indústria, por Luís Nassif A saída para o país é reeditar a saga da indústria, não para substituir importações, mas como inovação e empreendedorismo O termo foi cunhado na década de 40 por Roberto Simonsen, fundador da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, e maior líder empresarial da história. Visava criar a utopia de um país se industrializando, com pactos civilizatórios entre empresas e empregados, saindo da economia agroexportadora de então. A ideia era mobilizar corações e mentes em direção a esse projeto. Em pleno século 21, a única saída para o país será reeditar a saga da indústria, não mais como mera substituta de importações, mas como espaço de inovação e empreendedorismo. Desde o plano Real, a financeirização acabou com a saga do empreendedor. O empreendedor não era mais o bravo que montava um novo negócio, explorava condições de mercado, obtinha financiamentos do BNDES e gerava novos fornecedores e novos empregos. Passou a ser subst...

HISTÓRIA DO BRASIL - ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA: NEOINDUSTRIALIZAÇÃO

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  A urgência da neoindustrialização, por Paulo Kliass Somente agora, com o debate em torno do programa de Lula 3.0 e o início de seu governo, é que o tema ganha a relevância na agenda As últimas décadas foram marcadas pela consolidação da hegemonia do financismo em nossa sociedade. Em quase todas as esferas de nosso convívio social e de nossa articulação econômica a dominação do sistema financeiro condicionou a regressão do processo industrializante, ao mesmo tempo em que se verificou o avanço dos modelos associados ao paradigma neocolonial de exportação de  commodities . Por outro lado, esse período foi igualmente marcado pelos efeitos de um ingresso irresponsável do Brasil na esfera da globalização, sem que tivessem sido programadas as necessárias medidas de proteção do tecido social ou de preservação das estruturas econômicas e produtivas consideradas mais estratégicas para o País.             A participação da indústri...

HISTÓRIA DO BRASIL: ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA - VIII

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  Nos últimos anos a indústria brasileira tem enfrentado dificuldades de crescimento, com uma participação cada vez menor no PIB. A desindustrialização precisa ser interrompida, para que geremos mais empregos de qualidade. A exportação de matérias-primas é importante, mas, em que pese o crescente conteúdo tecnológico associado, é mais vulnerável aos ciclos de preços internacionais. Uma economia baseada no conhecimento depende de recuperarmos nosso setor industrial, em benefício também de nossa soberania em setores como saúde, comunicações, defesa e energia. No entanto, estamos perdendo a corrida da sofisticação produtiva. Décadas atrás, éramos o 25.º país em complexidade de nossa economia. Hoje, estamos ao redor da 50.ª posição. Países como a China fizeram o caminho inverso: ela se tornou competitiva em setores de ponta, transformou-se numa economia que já é mais complexa que a da Dinamarca e, neste percurso, levantou centenas de milhões de trabalhadores da pobreza. No Brasil, a re...

HISTÓRIA DO BRASIL - ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA, VOZES DO BOM SENSO: JOSÉ LUIS OREIRO

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José Luis Oreiro. Foto: FGV José Luís Oreiro, economista e professor da Universidade de Brasília, defende, em artigo que reproduzimos na íntegra, que “o Brasil” para “retomar o desenvolvimento econômico e voltar a ser um país economicamente relevante no mundo é necessário que a economia brasileira passe por um processo de reindustrialização”. Com dados, o economista mostra que “a estagnação da economia brasileira está associada com a perda de importância da indústria de transformação no PIB”, iniciada com a era neoliberal dos anos 80/90. “No período de 1930 a 1977 a economia brasileira apresentou uma aceleração do crescimento do PIB per-capita, o qual apresentou atingiu o pico de quase 7% a.a na média móvel decenal em 1977, valor suficiente para duplicar o PIB per-capita do Brasil a cada dez anos”, sustentou. “Essa perda de relevância da economia brasileira no mundo no período 1980-2023 decorreu da forte desaceleração do crescimento econômico brasileiro nos últimos 40 anos”, aponta Ore...

HISTÓRIA DO BRASIL: MMXVII/MMXVIII/MMXIX/MMXX/MMXXI/MMXXII, O SEXÊNIO DA DESGRAÇA ECONÔMICA - VIII

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  Indústria brasileira acumula seis anos de perdas nos últimos 10 anos A indústria tem sido castigada, ao longo do tempo, por um ambiente macroeconômico marcadamente hostil A indústria brasileira perdeu quase um sexto de sua capacidade produtiva na última década, acumulando resultados negativos em seis daqueles 10 anos, com avanços eventuais apenas em 2013, 2017, 2018 e 2021. Ainda assim, foram taxas de crescimento extremamente modestas quando comparadas aos tombos registrados nos anos imediatamente anteriores, vale dizer, sem que o setor jamais conseguisse se recuperar das perdas sequenciais que sofreu e vem sofrendo. No ano passado, a produção recuou 0,7% depois de avançar 3,9% em 2021, resultado que não chegou a repor as perdas de 4,5% sofridas em 2020, como resultado da pandemia. O crescimento de 2,1% em 2013 veio na sequência de uma queda de 2,3% em 2012. Em 2017 e 2018, a produção chegou a avançar, pela ordem, 2,5% e 1,0%, num ritmo insuficiente para recompor o parque industr...

HISTÓRIA DO BRASIL - ANO MMXXIV DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA: INDÚSTRIA AUTOMOBILÍSTICA

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  Novo regime automotivo é excelente notícia e traz previsibilidade aos investimentos, diz Anfavea MP prevê incentivos fiscais de até R$ 19,3 bilhões nos próximos cinco anos na produção de carros mais seguros e menos poluentes A Anfavea, entidade que representa as montadoras, comemorou o lançamento do novo regime automotivo, cuja medida provisória, assinada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, prevê incentivos fiscais de até R$ 19,3 bilhões nos próximos cinco anos na produção de carros mais seguros e menos poluentes. "Mais uma vez, o Brasil mantém-se na vanguarda ao estabelecer regras que dão previsibilidade aos investimentos privados no País", comentou a associação, que chamou de "excelente notícia para toda a cadeia da indústria automobilística brasileira" a publicação do programa, batizado de Mover (Mobilidade Verde e Inovação). Na esteira de outros dois regimes setoriais - o InovarAuto, que vigorou de 2012 a 2017, e o sucessor Rota 2030, lanç...

POLÍTICA INDUSTRIAL PARA O BRASIL

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  Os dois tempos da política industrial – para 2023 e depois No lugar das costumeiras escolhas setoriais, devemos priorizar critérios sobre os quais possamos debater e construir resultantes para o desenvolvimento nacional soberano  O primeiro desafio da política industrial para 2023 e depois é reconhecer que os fatos impõem seu necessário desdobramento em dois tempos: um tempo imediato para recobrar rapidamente as condições de produção deterioradas nos últimos anos e um tempo para conceber, negociar e implementar a substância de uma política que reverta a já longa tendência de desindustrialização e especialização regressiva do aparelho produtivo nacional Os propósitos da recuperação de condições saudáveis de funcionamento da indústria, aqueles a que deve ser dada prioridade no primeiro tempo, poderiam ser considerados mera política econômica afeita àquilo que costuma estar no âmbito da fazenda pública, mas sustentamos que devam ser incluídos aí, diretamente, ime...

PRÁ QUE TECNOLOGIA?

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  Com a palavra, um economista: Paulo Gala "A lógica de produção de uma multinacional é obter lucro, como a de qualquer outra empresa. O que fazem as multinacionais ao redor do mundo? Constroem suas bases produtivas perto dos mercados consumidores e em bases exportadoras com mão de obra barata; uma lógica econômica quase pura. Os centros de pesquisa e desenvolvimento de produtos, marcas, conteúdo tecnológico, etc… (centros de inovação) ficam em geral nas bases principais dessas empresas, na matriz em países ricos. Nesses locais estão os melhores cérebros, as melhores capacidades produtivas e o grosso do capital humano/ patentes/conhecimento acumulado por essas empresas (o centro nervoso). A parte produtiva high tech/serviços fica nos países ricos. Por que as bases produtivas em outros países? Por conta dos custos de transporte para alcançar mais mercados ou de mão de obra super barata para construir bases de exportação. A parte “nobre” da rede produtiva e de inovação fica sempre n...