HISTÓRIA DO BRASIL - ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA, VOZES DO BOM SENSO: LUIZ MARINHO
BNDES vai executar dívida de empresa que entrar na lista suja do trabalho escravo, diz ministro
Chefe da pasta do Trabalho e Emprego afirma que pretende
tornar mais rígida punição a negócios que praticarem o crime
O
ministro do Trabalho e Emprego, Luiz
Marinho, disse nesta sexta-feira (10/03/23) que pretende tornar mais
rigorosas as punições a empresas que entrarem na chamada lista suja do trabalho
escravo.
"Para
empresas que insistirem em usar [mão de obra em situação de escravidão], nós
vamos oferecer o rigor da lei. Vamos voltar com a lista suja. Empresas que, por
exemplo, têm empréstimos com BNDES, ao entrar
na lista suja vão ter a dívida executada sumariamente. Vai ficar impedida por
um tempo de tomar financiamento público e de fazer prestação de serviços
públicos."
A
chamada lista suja de trabalho escravo é elaborada pela auditoria fiscal do
trabalho, com base no resultado das fiscalizações. Portaria de 2017 tornou mais
rígidos os parâmetros para que um empresa entre na lista (ela precisa, por
exemplo, já ter se defendido administrativamente).
O ministro disse ainda que deve visitar Bento Gonçalves (RS)
até o início do mês de abril para tratar do caso recente de trabalhadores resgatados em situação
análoga à escravidão em
colheitas de uva.
Além da região conhecida pela viticultura, Marinho disse
também que gostaria de ir a Minas Gerais e outros estados para, segundo ele,
discutir e estimular o empresariado a "não praticar a selvageria" nas
relações de trabalho.
Marinho também elogiou o trabalho dos auditores do trabalho e
disse que é importante que eles tenham liberdade para trabalhar.
"É preciso enaltecer esse trabalho, mas, acima de tudo,
não queremos que tenha um fiscal a cada esquina. É preciso estimular que as
empresas façam a autorregulação, que trabalhem com a lógica do respeito às pessoas
e ao contrato de trabalho."
O contexto político dos últimos anos pode ter influenciado no
volume de casos recentes de trabalho análogo à escravidão flagrados
recentemente, disse o ministro.
"Parece que a pregação de ódio, de raiva e da lógica da
precarização do trabalho estimulou muitas empresas a praticar o abuso do
trabalho escravo. É preciso dar um breque nisso e voltar a faltar de de
civilidade."
Na última quinta (09/03/23), vinícolas de Bento Gonçalves
assinaram um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público do
Trabalho no Rio Grande do Sul. Uma empresa que prestava serviço às vinícolas
Aurora, Garibaldi e Salton mantinha trabalhadores em condições degradantes,
segundo operação de resgate que envolveu o MPT, a auditoria fiscal do trabalho
e as polícias Federal e Rodoviária Federal.
Elas pagarão R$ 7 milhões —dos quais R$ 2 milhões serão
repassados aos trabalhadores resgatados e R$ 5 milhões serão em multa por dano
moral coletivo.
"Parece que a pregação de ódio, de raiva e da lógica da
precarização do trabalho estimulou muitas empresas a praticar o abuso do
trabalho escravo. É preciso dar um breque nisso e voltar a faltar de de
civilidade."
Na última quinta (09/03/23), vinícolas de Bento Gonçalves
assinaram um termo de ajustamento de conduta com o Ministério Público do
Trabalho no Rio Grande do Sul. Uma empresa que prestava serviço às vinícolas
Aurora, Garibaldi e Salton mantinha trabalhadores em condições degradantes,
segundo operação de resgate que envolveu o MPT, a auditoria fiscal do trabalho
e as polícias Federal e Rodoviária Federal.
Elas pagarão R$ 7 milhões —dos quais R$ 2 milhões serão
repassados aos trabalhadores resgatados e R$ 5 milhões serão em multa por dano
moral coletivo.
