ATIRANDO DINHEIRO DE HELICÓPTERO: CONSEQUÊNCIAS

 




Com um cenário de inflação ainda mais pressionada, a tendência é que os juros fiquem em patamares altos por mais tempo, o que causa um freio aos investimentos de empresas e à criação de empregos no médio e longo prazo.

E um dos motores da inflação brasileira desde a chegada da pandemia do coronavírus tem sido justamente a desvalorização do real.
Os produtores de alimentos, por exemplo, preferem exportar seus produtos a um dólar valorizado do que vender para indústrias nacionais. O efeito é diminuição de oferta interna e aumento dos preços.


Para os combustíveis, a lógica é parecida. Como o barril de petróleo é cotado na moeda norte-americana, ele fica mais caro conforme o real fica mais fraco.
E, desde que foi instaurada a política de paridade de preços internacionais (PPI) pela Petrobras, em 2016, o mercado tenta igualar o preço da gasolina na refinaria com o valor internacional. Ou seja, os reajustes são resultado das oscilações dos preços do petróleo e do câmbio.



Só no mês de junho, o dólar subiu mais de 10% frente ao real. Parte desse resultado precisa ser atribuído ao aperto monetário nos Estados Unidos. Para combater a inflação, o Federal Reserve (banco central americano) iniciou uma alta de juros por lá.


O aumento das taxas tira dólares de economias emergentes e os leva de volta ao país, porque lá estão os títulos do Tesouro americano, investimentos mais seguros do mundo.

Mas, por outro lado, a desvalorização do real também sofre efeitos de uma acentuação da crise nas contas públicas, uma frustração das expectativas de crescimento do país e uma contínua instabilidade política em Brasília, que fazem os investidores internacionais fugirem do país.

Fonte: g1




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