DESEMPREGO - RENDIMENTO REAL AGREGADO
John Maynard Keynes escreveu: “As grandes linhas da nossa teoria podem expressar-se
da maneira que se segue. Quando o emprego aumenta, aumenta, também, o
rendimento real agregado. A psicologia da comunidade é tal que, quando o
rendimento real agregado aumenta, o consumo agregado também aumenta, porém não
tanto quanto o rendimento. Em conseqüência, os
empresários sofreriam uma perda se o aumento total do emprego se destinasse a
satisfazer a maior procura para consumo imediato. Dessa maneira, para
justificar qualquer volume de emprego, deve existir um volume de investimento
suficiente para absorver o excesso da produção total sobre o que a comunidade
deseja consumir quando o emprego se acha em determinado nível. A não ser que
haja este volume de investimento, as receitas dos empresários serão menores que
as necessárias para induzi-los a oferecer tal volume de emprego. Daqui se
segue, portanto, que, dado o que chamaremos de propensão a consumir da
comunidade, o nível de equilíbrio do emprego, isto é, o nível em que nada
incita os empresários em conjunto a aumentar ou reduzir o emprego, dependerá do
montante de investimento corrente”.