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HISTÓRIA DO BRASIL: MMXVIII/MMXIX/MMXX/MMXXI/MMXXII, O QUADRIÊNIO DA DESGRAÇA ECONÔMICA - XXXIII

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Mais de 6,1 milhões deixam mercado   de trabalho em quase quatro anos por Lauro Veiga Filho Uma das causas alegadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) para manter os juros básicos na estratosfera, frustrando as possibilidades de um crescimento mais vitaminado da economia brasileira, estaria num suposto aquecimento do mercado de trabalho, teoricamente confirmado por taxas de desemprego bem abaixo dos níveis observados a partir de 2016 – embora ainda acima da desocupação observada entre 2012 e os primeiros meses de 2015. Numa análise mais cautelosa, a argumentação parece não se sustentar, não apenas porque o emprego passou a experimentar um ritmo mais lento de crescimento, mas principalmente devido a uma redução pronunciada do número de trabalhadores que desistiram de sair em busca de alguma ocupação. Qualquer que tenha sido o motivo para isso, o fato é que as séries estatísticas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), realizada pelo Instituto Brasilei...

CURVA DE PHILLIPS

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  Em   macroeconomia , a   curva de Phillips,   representa uma relação de   trade-off   entre   inflação   e   desemprego , que permite analisar a relação entre ambos, no curto prazo. Segundo esta teoria, desenvolvida pelo economista   neozelandês   William Phillips , uma menor taxa de   desemprego   leva a um aumento da   inflação , e uma maior taxa de desemprego a uma menor inflação. Contudo, esta relação não é válida no longo prazo, uma vez que a taxa de desemprego é basicamente independente da taxa de inflação conforme outras variáveis vão se alterando.   [ 1 ] Baseando-se em dados da economia do  Reino Unido  no período de  1861  a  1957 , Phillips mostrou haver uma correlação negativa entre a inflação e o desemprego. Poucos anos depois, outros dois cientistas,  Paul Samuelson  e  Robert Solow , confirmaram a descoberta ao utilizarem dados da economia dos  Estados...

HISTÓRIA DO BRASIL: MMXVIII/MMXIX/MMXX/MMXXI/MMXXII, O QUADRIÊNIO DA DESGRAÇA ECONÔMICA - XX

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  Crescimento do emprego perde força na segunda metade de 2022 A movimentação identificada pela PNADC parece refletir o desaquecimento observado nos últimos meses no setor de serviços A despeito dos níveis históricos registrados no trimestre finalizado em novembro do ano passado, quando o total de pessoas ocupadas havia alcançado perto de 99,693 milhões, puxado quase que exclusivamente pelo setor de serviços, o ritmo de crescimento do emprego perdeu fôlego ao longo do segundo semestre de 2022. Não por coincidência, a movimentação identificada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC) parece refletir o desaquecimento observado nos últimos meses no setor de serviços, conforme acompanhamento mensal realizado também pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na série estatística da pesquisa, o total de trabalhadores ocupados havia alcançado 99,661 milhões no trimestre agosto a outubro de 2022, o que significa dizer que, na passagem para o trime...

INFORMALIDADE, FILHA DILETA DA CRIMINOSA REFORMA TRABALHISTA.

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  Sem regulação, poder de mercado de quem contrata achata os salários Brasil tem convivido por décadas com alta informalidade e poder de mercado na determinação dos salários pelas firmas   Há dois aspectos do mercado de trabalho latino-americano e, em especial, do brasileiro, que chamam a atenção de especialistas sobre o assunto. O primeiro é a alta  informalidade . Quase metade dos trabalhadores ocupados no Brasil tem empregos sem carteira assinada ou trabalham por conta própria sem contribuir para a Previdência Social; entre as firmas, quanto mais jovem e menor a firma em termos de pessoal e faturamento, maior a chance de ela não estar legalmente registrada. Empregados sem vínculo formal ficam menos tempo no emprego, recebem menos treinamento dentro das empresas em que trabalham e não têm acesso a uma série de benefícios previstos em lei. Esses trabalhadores acabam se tornando menos produtivos ao longo da vida laboral e mais demandantes de apoio estatal para com...

Brasil tem recorde de trabalhadores há mais de dois anos desempregados

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  No início do ano passado, Marcelo Freitas Henrique, 29 anos, estava cheio de esperanças de que deixaria os quase três anos de desemprego para trás. Prestes a concluir um curso de organização de eventos e recreação, estava fazendo trabalhos temporários na área e esperava que a experiência abrisse caminhos rumo a uma vaga efetiva. “Quando comecei o curso, em 2019, o setor estava no auge, eu tinha certeza que ia dar certo, mas  veio a pandemia  e ela [a empresa para quem prestou serviços] também parou. Parou tudo”, diz. Ao todo, Henrique já está há quatro anos  sem trabalho fixo, seja ele formal ou informal . Como ele, outros 3,487 milhões de brasileiros estão desocupados há pelo menos dois anos, segundo dados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua) do primeiro trimestre de 2021. Marcelo Freitas Henrique, 29, está sem emprego fixo há quatro anos; a pandemia interrompeu os planos de uma vaga fixa -  Zanone Fraissat/Folhapress O cham...