DESEMPREGO - OS CLÁSSICOS & NEOCLÁSSICOS




Champernowne propõe uma espécie de "cardápio" a partir do qual é possível escolher os elementos (variáveis macroeconômicas relevantes e estruturas causais) que compõem as várias versões dos sistemas clássico e do de Keynes para, com base neles, explicar a determinação do nível de emprego N, do salário real R, da poupança S, da taxa de juros r, do salário nominal e da quantidade de moeda M de uma economia fechada. O pressuposto metodológico é que os mercados tendem a se equilibrar - ou estão em "estados de equilíbrio dinâmico"
Dada a escolha metodológica supracitada, o ponto de partida da comparação entre as duas teorias é um sistema de equações simultâneas, dado por:






Este sistema leva em conta "todas as influências cruzadas possíveis entre quaisquer pares de seis variáveis", sendo subdividido em três mercados: o de trabalho, o de poupança (ou de bens) e o de moeda. Os subscritos "s" e "d" designam oferta e demanda, respectivamente. Cabe salientar que a cada mercado estão associadas três equações, duas de comportamento (as funções de oferta e demanda de cada mercado) e uma condição de equilíbrio (igualdade entre a quantidade ofertada e demandada e equivalência entre elas e a quantidade transacionada). Destacamos isto, que pode parecer óbvio aos que estudaram a versão de livro-texto do modelo de equilíbrio parcial de oferta e demanda, para evitar leituras equivocadas como a de Darity e Young 

Conclusão: JohnMaynard Keynes contraria a crença dos clássicos e dos neoclássicos quanto ao equilíbrio estável do pleno emprego, ao escrever em 1933, durante a grande depressão: “Muitas pessoas estão tentando resolver o problema do desemprego com uma teoria que é baseada no pressuposto de que não existe desemprego.”

Créditos: Clássicos versus Keynes - A abordagem formal de David Champernowne 
Cláudia HellerI; Jaylson Jair da SilveiraII
IProfessora Assistente Doutor Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, Faculdade de Ciências e Letras de Araraquara - Departamento de Economia, Endereço para contato: Rodovia Araraquara Jaú km 01 - Campus Universitário - CEP: 14800-901, Araraquara - São Paulo - Brasil - Caixa Postal: 174, E-mail: hellerc@fclar.unesp.br
IIProfessor de Economia da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), CEP: 88049-970 - Florianópolis, SC - Brasil - Caixa-Postal: 476, E-mail: jaylson@cse.ufsc.br


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