PÁTRIA AMADA BRASIL! - CAPÍTULO 100
INTRODUÇÃO "Temos a notável capacidade de banalizar a corrupção e a fraude, que incomodam, mas paradoxalmente são toleradas como esperteza. Como um ato de sobrevivência e, talvez o mais deletério, de realismo sociopolítico. Vale fraudar um fraudador para impedir outro fraudador, criando um poço sem fundo. Além disso, as fraudes são graduadas. Roubar um celular tem consequências mais severas do que “manipular” ou “maquiar” um orçamento a que ninguém tem acesso. Como os pecados, as fraudes são relativizadas. Feitas por companheiros ou lidas como espertezas são englobadas numa “ética de malandragem” cujo paradigma é Pedro Malasartes e Macunaíma e, assim, perdoadas". Roberto Damatta - Antropólogo Venda de CNPJs estimula fraude contra programa Farmácia Popular Golpistas chegam a pagar R$ 100 mil pelo registro de uma farmácia que não funciona mais, mas que segue com o cadastro ativo O esquema que investiga fraudes contra o Farmácia Popular é fomen...