HISTÓRIA DO BRASIL: ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA, VOZES DO BOM SENSO - ALOIZIO MERCADANTE
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| Robô trabalha na montagem de câmbio em linha de produção de motores na fábrica da Ford em Taubaté |
Produtividade e
digitalização para a indústria
Brasil precisa dar salto tecnológico com automação e robótica avançada
Aloizio Mercadante
Presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)
Presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social)
Rafael Lucchesi
Diretor-geral do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e diretor de Educação e Tecnologia da CNI (Confederação Nacional da Indústria)
Diretor-geral do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial) e diretor de Educação e Tecnologia da CNI (Confederação Nacional da Indústria)
A indústria brasileira luta
há décadas com desafios de produtividade: perdeu terreno durante as mudanças
tecnológicas iniciadas nos anos 1970 e 1980 e falhou em capitalizar os benefícios
da terceira revolução industrial. Esses desafios são exacerbados por questões
da baixa qualidade da educação e um parque industrial obsoleto, com máquinas e
equipamentos com idade média de 14 anos.
A
produtividade é a medida da eficiência de produção. Ela é frequentemente
definida como a relação entre a quantidade de produtos gerados e os recursos
A transformação digital, impulsionada pela quarta revolução industrial, é uma oportunidade para as indústrias brasileiras se tornarem mais competitivas. Adotar tecnologias como a internet das coisas e a inteligência artificial pode melhorar a eficiência, aperfeiçoar produtos e reduzir custos. Entretanto, falta de conhecimento e custos elevados são obstáculos para sua implementação.
A
indústria desempenha um papel central na economia brasileira porque
se destaca pela constante incorporação de avanços tecnológicos em seus
processos. A cada R$ 1 produzido na indústria, são gerados R$ 2,44 na economia
brasileira. O setor emprega 10,3 milhões de trabalhadores e é responsável por
66,4% do investimento empresarial em pesquisa e desenvolvimento, fator decisivo
para a inovação e ganhos de competitividade.
No
entanto, muitas empresas ainda não adotam tecnologia digital. Dados da
Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram que 31% das empresas nacionais
ainda não utilizam sequer alguma tecnologia digital em seu processo produtivo.
O mercado de blindagem de carros volta a crescer após baque da Covid. Na foto, um técnico faz mira no canhão balistico antes de efetuar disp Eduardo Knapp - 28.fev.2023/FolhapressMAIS
O governo anunciou recentemente a prioridade de uma política de neoindustrialização, incluindo o maior programa de produtividade e digitalização da história do país, cujo objetivo é aumentar a produtividade de pequenas e médias empresas por meio da aplicação da metodologia Lean ("produção enxuta") e adoção de ferramentas digitais.
O
novo Brasil Mais Produtivo é liderado pelo
Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em
colaboração com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o
Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Financiadora de
Estudos e Projetos (Finep) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial
(ABDI).
Para
executar a transformação digital nas empresas, o programa vai unir consultoria
e formação profissional de colaboradores. As indústrias terão apoio em
produtividade e transformação digital; vão receber diagnóstico e acompanhamento
para melhoria de gestão; participarão de intervenções para melhoria da
produtividade e da eficiência energética; e serão beneficiadas com projetos de
empresas provedoras de tecnologias 4.0 e contempladas com plano de
transformação digital.
Programas anteriores demonstraram a eficácia dessa abordagem. O programa Brasil Mais Produtivo, por exemplo, aumentou a produtividade em 66%. Com a missão de alavancar a produtividade nacional, o Novo Brasil Mais Produtivo vai beneficiar mais de 200 mil empresas ao longo de quatro anos. Será um programa de alto impacto na indústria e na economia brasileira.
As medidas para aumentar a
produtividade e
incentivar a digitalização chegam em boa hora e são urgentes para construir uma
nova política industrial sustentável, inovadora e socialmente inclusiva. Assim,
as empresas brasileiras vão ampliar a escala de mercado e participar de cadeias
globais de fornecimento.
O
Brasil precisa dar um salto na direção da indústria 4.0, na automação,
na robótica avançada. Essas tecnologias não
apenas otimizam os processos de produção, mas também redefinem o conceito de
manufatura.
É
chegada a hora da retomada da indústria no Brasil.
A transformação digital, impulsionada pela quarta revolução industrial, é uma oportunidade para as indústrias brasileiras se tornarem mais competitivas. Adotar tecnologias como a internet das coisas e a inteligência artificial pode melhorar a eficiência, aperfeiçoar produtos e reduzir custos. Entretanto, falta de conhecimento e custos elevados são obstáculos para sua implementação.
O mercado de blindagem de carros volta a crescer após baque da Covid. Na foto, um técnico faz mira no canhão balistico antes de efetuar disp Eduardo Knapp - 28.fev.2023/FolhapressMAIS
O governo anunciou recentemente a prioridade de uma política de neoindustrialização, incluindo o maior programa de produtividade e digitalização da história do país, cujo objetivo é aumentar a produtividade de pequenas e médias empresas por meio da aplicação da metodologia Lean ("produção enxuta") e adoção de ferramentas digitais.
Programas anteriores demonstraram a eficácia dessa abordagem. O programa Brasil Mais Produtivo, por exemplo, aumentou a produtividade em 66%. Com a missão de alavancar a produtividade nacional, o Novo Brasil Mais Produtivo vai beneficiar mais de 200 mil empresas ao longo de quatro anos. Será um programa de alto impacto na indústria e na economia brasileira.
