HISTÓRIA DO BRASIL: ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA: DEFLAÇÃO DE ALIMENTOS
Deflação na alimentação para menor renda atinge
5% desde maio, mostra Fipe
Após cinco meses de
recuos, os preços dos alimentos já caem em ritmo menor, e as quedas beneficiam
mais a população de menor renda.
Em setembro, os
alimentos tiveram uma retração média de 0,78% para os paulistanos, segundo
dados divulgados pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas), nesta terça-feira
(03/10/23).
A queda nos preços para
os que ganham de um a três salários mínimos foi de 0,98%, concentrada nos
alimentos básicos.
Os alimentos representam
29% dos gastos dos consumidores com renda de um a três salários mínimos. Para
os com oito ou mais salários, o peso no orçamento é de 18%.
Desde maio, quando os
preços da alimentação iniciaram a queda, os consumidores com renda
de até três salários tiveram uma deflação acumulada de 5,1% nos alimentos. A
queda média desse setor no índice geral da Fipe foi de 3,7% no mesmo período
Em setembro, das dez
principais quedas de preços de toda a lista apurada pela Fipe (cinco centenas
de itens), oito foram do setor de alimentos básicos. Entre os básicos, no
entanto, o arroz, destoa dessa tendência.
Pressionado por menor
oferta interna e concorrência com as exportações, o cereal subiu 2,95% no mês
passado e já acumula 10% neste ano.
A tendência de agora até
o primeiro trimestre de 2024 é de alta, uma vez que a partir de dezembro se
intensifica a entressafra do cereal. A alta em 12 meses é de 16,5%.
Entre as proteínas, a
carne de frango voltou a subir, registrando alta de 3,5% em setembro. Apesar da
alta do mês passado, os preços médios dessa carne ainda registram retração de
15,7% neste ano.
As carnes, que estão com
preços em queda há vários meses, podem interromper essa tendência nas próximas
semanas no varejo, uma vez que elas vêm registrando altas no campo.
A arroba de boi gordo
voltou a R$ 236 no estado de São Paulo nesta semana, 20% a mais do que na
primeira quinzena de setembro. A carne bovina serve de base para reajustes para
as demais.
Se o preço das carnes
pode reagir, a lista dos produtos que estão com queda é grande. O leite teve
retração de 7,1% no mês passado, e nas próximas semanas a oferta do produto
deverá aumentar devido à melhora dos pastos.
Medidas prometidas pelo
governo contra as importações de lácteos, o que tem ajudado a manter a
desaceleração dos preços internamente, poderão segurar o ritmo das quedas.
A Fipe coloca ainda na
lista dos produtos com preços em queda e mais favoráveis aos consumidores de
menor renda feijão, farinha de mandioca, fubá, ovos, batata, cebola, ovos, café
e óleo de soja.