HISTÓRIA DO BRASIL - ANO MMXXIV DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA: QUEDA NO PREÇO DOS ALIMENTOS
Queda no preço dos alimentos dá fôlego nas contas das famílias com renda de até cinco salários mínimos
O
preço dos alimentos caiu pelo terceiro mês seguido. E ainda que o orçamento das
famílias continue apertado com as outras contas e as dívidas, analistas dizem
que pode começar a sobrar um pouquinho pro crescimento da economia.
A
queda no preço dos alimentos pode dar um fôlego nas contas das famílias com
renda de até cinco salário mínimos e estimular o crescimento da economia.
É
uma cena recente no curta-metragem do cotidiano: o leite longa vida, o tomate,
a batata inglesa, as carnes brilham no caixa os alimentos que ficaram mais
baratos.
Um
ponto de virada no drama da protagonista: a família com renda de até 5 salários
mínimos.
“Não
que tá às mil maravilhas, mas deu uma pequena reduzida, né”, diz o
representante comercial Rogério Leandro Aparecido.
“Quando
a gente chega no mercado vê uma quedinha boa e diz: ‘Opa, hoje eu vou pegar
isso aqui’. Aí você já vai pegando aquilo que tá faltando”, diz a costureira
Lici Azevedo Lino.
“Antes
a gente ficava só no básico, agora a gente pode até ousar um pouquinho. Ali, ó,
na pizza, no morango, talvez não comprasse quatro caixas, talvez comprasse
uma”, diz a professora Rita de Cássia da Silva Andrade.
“O
que a gente tem observado agora é que a gente tem mais empregos, né, e a renda
do trabalho voltou a subir nos últimos 12 meses. De modo que a gente tem pelo
menos o nível de renda hoje parecido com o que tinha pré-pandemia”, diz o
professor de economia da FGV Renan Pieri.
O
filme que a gente assiste dentro do supermercado chama deflação. Porque na
média o preço dos alimentos caiu pelo terceiro mês seguido. E ainda que o
orçamento das famílias continue apertado com as outras contas e as dívidas,
analistas dizem que pode começar a sobrar um pouquinho para o crescimento da
economia.
“Sem
dúvida alguma, impacta positivamente no PIB. Por quê? Porque o consumo das
famílias chega a representar 60% do PIB. Então esse movimento é um movimento
interessante para economia, só que temos que tomar um certo cuidado, porque
isso daí pode ser um comportamento temporário. Porque as famílias dependem
muito de expectativas”, explica o professor de economista do Insper, Otto
Nogami.
“Está
sendo possível continuar com as nossas aquisições, mesmo apesar dos preços e a
gente tá conseguindo aí conquistar pouco a pouco aquilo que a gente tanto
precisa”, diz a professora Ana Paula Pereira da Silva.
“Eu
comprei uma máquina de lavar. Paguei à vista. Talvez encontrando mais em conta
uma geladeira eu vou comprar à vista também”, comenta a aposentada Maria
Cristina de Carvalho.
É
cedo para falar em final feliz, que só vem com o crescimento prolongado. Mas a
trilha que está tocando é boa, dizem os economistas.
“Essa diversidade no consumo é que faz as pessoas se sentirem mais felizes. Por quê? Porque estão satisfazendo suas necessidades e desejos. Isso é positivo para economia. Por quê? Porque é uma maneira de você manter a sociedade com essa sensação de bem-estar e de satisfação atendida, né? Isso reflete positivamente sobre o comportamento do crescimento da economia”, diz Otto Nogami.
