HISTÓRIA DO BRASIL - ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA: INTELIGÊNCIA FLORESTAL
Dinheiro
nasce em árvore: a revolução verde no PIB é agora
O
País tem condições de gerar cerca de US$ 17 bilhões em negócios com base na
natureza até 2030
As fintechs também encontram terreno fértil. Podem facilitar crédito
a empreendedores de impacto, aumentar a transparência, apoiar a sociedade e
criar produtos financeiros que fomentem projetos. O País tem condições de gerar
cerca de US$ 17 bilhões em negócios com base na natureza até 2030, conforme
dados do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável
(Cebds).
Como poucas vezes, temos boas oportunidades de exibir esse
protagonismo dentro de casa. Se há cerca de 30 anos recebemos a Rio-92, com
centenas de nações focadas na agenda ambiental, em 2024 o País sediará pela
primeira vez o encontro do G-20 – as 20 maiores economias do mundo – no momento
em que discutir o tema se tornou crucial e existe disposição de grandes
potências para contribuir. Em abril, por exemplo, o governo dos EUA prometeu repassar
R$ 2,5 bilhões ao Fundo Amazônia. É preciso aproveitar esses espaços.
Enquanto
a inteligência artificial ganha manchetes, a “inteligência florestal” também
fortalece a economia. Um estudo de entidades de preservação indicou, em 2022,
que restaurar biomas, como a Mata Atlântica, pode gerar 2,5 milhões de empregos
nos próximos sete anos no País, o equivalente à população de Fortaleza (CE). A
redução a zero do desmatamento ilegal na Amazônia até 2050 e de emissões de CO2
promete agregar até US$ 100 bilhões anuais ao PIB a partir de atividades
agroflorestais.
De
acordo com o Ministério da Fazenda, a participação de produtos brasileiros com
origem na floresta é de 0,17% nas exportações, com chance de chegar a 2% nos
próximos anos. Além de itens básicos, há mercado para painéis solares, captura
de carbono e outras tecnologias.
Segundo a consultoria Bain & Company, práticas ESG permitem às
empresas crescer até seis vezes mais, dobrar o valor da marca, quadruplicar
participação no mercado e multiplicar a fidelização de clientes por três. Será
que estamos alinhados para liderar tamanha revolução?
Autor: Tulio Portella, Diretor comercial da B&T Câmbio, é pós-graduado em Gestão de Empresas Familiares pela PUC-Rio com MBA em Comércio Exterior e Negócios Internacionais pela FGV
