Postagens

Mostrando postagens com o rótulo Moeda

HISTÓRIA ECONÔMICA DO SÉCULO XX: CAPÍTULO - II

Imagem
  Surgimento de Papel-Moeda e Reservas Bancárias, por Fernando Nogueira da Costa Nem a China nem a Europa adotaram logo o papel-moeda. Isso ocorreu na América do Norte, o continente onde as moedas metálicas eram escassas. Surgimento de Papel-Moeda e Reservas Bancárias por Fernando Nogueira da Costa O ouro extraído em Minas Gerais financiou a Revolução Industrial inglesa no século XVIII. O Tratado de Methuen, também referido como  Tratado dos Panos e Vinhos , foi assinado entre a Inglaterra e Portugal em 1703. Com ele, Portugal se aliou militarmente à Grande Aliança formada pela Grã-Bretanha, as Províncias Unidas e o Sacro Império Romano-Germânico para enfrentar a Espanha e a França, mas os países estenderam seus acordos à área comercial. Portugal não desenvolveria sua manufatura industrial, por conta da importação, em especial do tecido de lã inglês, ser admitida em Portugal com isenção de direitos. Em troca, os vinhos portugueses importados pela Inglaterra estariam sujeitos a...

AS TRÊS FUNÇÕES DA MOEDA

Imagem
  Os Três Patetas A grande questão não é quanto o governo gasta, mas como ele gasta. Crise de 1929, caos total nos Estados Unidos até o  Roosevelt  fazer o  New Deal  em 1933. Para vender as ideias de  Keynes , adotadas por  Roosevelt , os  Três Patetas  em todos os seus filmes ficavam girando uma nota até cansar, para acertar as contas entre eles. A moeda tem 3 funções: meio de troca, valor de referência e reserva de valor. A inflação só afeta as duas últimas. O giro dos filmes só via a questão do meio de troca. Na crise, com tudo parado, o que mais tinha era produto encalhado, e a chance de inflação era zero. Quando o governo emite, quem recebe o dinheiro compra algo ou coloca no banco. Este algo pode ser comida, TV, carro, ações, viagem, moeda estrangeira. Quando o dinheiro muda de mãos, há pagamento de imposto. Assim o governo emite 100, alguém logo logo paga 10 de imposto, depois outra pessoa paga por exemplo 7 sobre os 90 que sobram, u...

POR QUE O MERCADO ODEIA A EXPANSÃO DA BASE MONETÁRIA?

Imagem
Base monetária consiste no total de moeda que está em circulação na economia, somado às reservas bancárias que os bancos comerciais mantêm desta no Banco central (Bacen). Ou seja: é a parcela mais líquida da oferta da moeda na economia. A definição da base monetária é tarefa do  Banco Central  (conhecido também como  Bacen ). Portanto, é esse órgão que cuida da gestão da oferta e demanda da moeda. De fato: uma das funções essenciais desse órgão é manter o poder de compra da moeda, e para isso é importante controlar a base monetária.   Cálculo: M2 = M1 + depósitos a prazo (depósitos para investimentos, depósitos de poupança, fundos de aplicação financeira e de renda fixa de curto prazo) + títulos do governo em poder do público .   Isto posto, vamos às críticas: "O mercado ganha muito mais com a escassez de moeda, que permite valorizar o capital líquido que detém, quando as empresas e os projetos novos têm dificuldade em captar capital, os bancos de in...

FABRICAÇÃO DE DINHEIRO

Imagem
Saiba quanto dinheiro é fabricado por dia e quanto há em circulação Casa da Moeda é responsável pela impressão e Banco Central determina quanto será produzido Você já deve ter ouvido alguma vez alguém dizendo: "O meu dinheiro não nasce em árvore". Não nasce mesmo. A Casa da Moeda do Brasil, no Rio de Janeiro, é responsável pela impressão de cédulas e moedas. É o Banco Central  que determina quanto dinheiro será produzido. Cuida também de que o meio circulante (um jeito pomposo de se referir ao dinheiro disponível para uso da população) seja substituído quando fica muito sujo e desgastado. Quanto dinheiro brasileiro está em circulação? No dia 6 de julho de 2022, quando esse texto estava sendo escrito, a quantia era de 331 bilhões, 954 milhões, 48 mil, 140 reais e 58 centavos. O Banco Central traz essa informação sempre atualizada  em seu site .  É possível também saber o total de meio circulante de datas passadas, desde 2 de outubro de 1994, ano em que o real foi instituíd...

MICHAEL HUDSON E A DECADÊNCIA DO DÓLAR

Imagem
  A guerra entre Rússia e Ucrânia colocou ainda mais luz no debate em torno do uso de outras moedas para o comércio global em substituição ao dólar, que já vinha ganhando corpo nos últimos anos. E o tema foi recorrente inclusive entre os estudiosos norte-americanos durante o mandato de Donald Trump, por conta do posicionamento do então presidente com relação a outros países. Na ocasião, Michael Hudson, economista, analista financeiro e presidente do Institute for the Study of Long-Term Economic Trend,  deu uma entrevista ao podcast From Guns and Butter  onde explicou que a dominação norte-americana teve origem na sua posição de devedor. “ A posição de credor dos EUA realmente começou após a Primeira Guerra Mundial, com base no dinheiro que emprestou aos Aliados antes de entrar na guerra”, diz Hudson. No caso, os EUA “insistiram” que os países Aliados na Primeira Guerra pagassem ao país pelo apoio militar que foi vendido – o que levou os europeus a se voltarem para a Alema...

TEORIA MODERNA DA MOEDA.

Imagem
Teoria moderna da moeda é da hora. A soberania do Estado nacional tem dois pilares básicos:  o poder militar , dado pelo monopólio oficial da violência, e  o poder de gasto , dado pelo monopólio da emissão da moeda. Moeda nacional é definida como aquilo aceito como pagamento de imposto. A visão ultraliberal ilude ao enxergar a moeda como fosse uma mercadoria escolhida, livre e espontaneamente, segundo critério de comodidade e/ou segurança, por mercado auto regulável sem a arbitrária intervenção estatal. Na realidade, a moeda oficial sempre foi criada pelo Estado. A comunidade a aceita (ou não) como  dinheiro . A soberania do Estado nacional tem dois pilares básicos:  o poder militar , dado pelo monopólio oficial da violência, e  o poder de gasto , dado pelo monopólio da emissão da moeda. Moeda nacional é definida como aquilo aceito como pagamento de imposto. A visão ultraliberal ilude ao enxergar a moeda como fosse uma mercadoria escolhida, livre e...

A CASA DA MOEDA E A INFLAÇÃO

Imagem
A impressão de moeda não causa inflação (necessariamente), por Paulo Gala Para economistas de corte mais keynesiano, a moeda tem efeitos reais na economia, ou seja, é capaz de afetar nível de produção, emprego e renda. Para economistas da linha neoclássica a moeda tende a ser neutra, especialmente no longo prazo. Uma das grandes controvérsias entre economistas até hoje diz respeito à chamada questão da neutralidade da moeda. Para economistas de corte mais keynesiano, a moeda tem efeitos reais na economia, ou seja, é capaz de afetar nível de produção, emprego e renda. Para economistas da linha neoclássica a moeda tende a ser neutra, especialmente no longo prazo. Quer dizer, injeções de moeda no sistema apenas causam inflação, não alterando o curso das variáveis reais. Esse, alias, foi o grande ponto da revolução keynesiana. No seu primeiro livro,  Treatise on Money , Keynes acreditava ainda na visão quantitativista da moeda MV=PQ, onde M é a quantidade de moeda, V é a sua vel...

MV = PQ

Imagem
Uma das grandes controvérsias entre economistas até hoje diz respeito à chamada questão da neutralidade da moeda. Para economistas de corte mais keynesiano, a moeda tem efeitos reais na economia, ou seja, é capaz de afetar nível de produção, emprego e renda. Para economistas da linha neoclássica a moeda tende a ser neutra, especialmente no longo prazo. Quer dizer, injeções de moeda no sistema apenas causam inflação, não alterando o curso das variáveis reais. Esse, alias, foi o grande ponto da revolução keynesiana. No seu primeiro livro, Treatise on Money, Keynes acreditava ainda na visão quantitativista da moeda Uma das grandes controvérsias entre economistas até hoje diz respeito à chamada questão da neutralidade da moeda. Para economistas de corte mais keynesiano, a moeda tem efeitos reais na economia, ou seja, é capaz de afetar nível de produção, emprego e renda. Para economistas da linha neoclássica a moeda tende a ser neutra, especialmente no longo prazo. Quer dizer, in...