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Mostrando postagens com o rótulo Austeridade

FALÁCIA DA COMPOSIÇÃO

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  Elio Gaspari e o paradoxo da economia da dona de casa, por Luís Nassif Comparar as finanças domésticas com as finanças públicas pode levar a conclusões errôneas sobre políticas econômicas. É curiosa a discussão sobre déficit público no país. É de um primarismo obsceno. E não se acuse apenas os jovens setoristas de incapacidade de aprofundar o debate. Um dos mais experientes jornalistas brasileiros, em sua última coluna na Folha e em O Globo, Élio Gaspari cometeu a seguinte frase: “Qualquer família sabe como lidar com déficit: se a arrecadação é insuficiente, deve-se cortar despesas. Lula e o comissariado petista não gostam dessa ideia”. Trata-se de uma das comparações mais primárias dentro do que se denomina de Falácia da Composição – um erro lógico que ocorre quando se assume que o que é verdadeiro para uma parte de um sistema é verdadeiro para o sistema como um todo.  Aqui estão alguns exemplos específicos de como as finanças domésticas e as finanças públicas são diferente...

FISCALISMO IRRESPONSÁVEL

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  A austeridade irresponsável A lógica da polarização entre gastar mais ou gastar menos deve ser suprimida por uma observação séria e criteriosa da situação econômica do País. Um dos pressupostos básicos da economia define que o Estado deve reduzir os gastos públicos durante os períodos em que há  um ciclo favorável (crescimento econômico acima do potencial), permitindo que o governo desaqueça a economia e aumente a sua reserva através do aumento da receita tributária gerada pela expansão econômica. Ao mesmo tempo, esse pressuposto também prevê que o governo realize uma expansão de gastos em períodos de recessão econômica (principalmente através das despesas de capital, uma vez que estas possuem efeitos multiplicadores mais elevados em relação ao que é observado nas despesas correntes) como forma de promover a recuperação econômica. Isso é o que chamamos de uma política anticíclica: contracionista ou expansionista. O economista inglês John Maynard Keynes, fundador do...

HISTÓRIA DO BRASIL - III: O QUADRIÊNIO DA DESGRAÇA ECONÔMICA: MMXVIII/MMXIX/MMXX/MMXXI/MMXXII.

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  Cortes de Bolsonaro no orçamento social chegam a R$ 5,6 bi em 2023, diz senador Para Jean Paul Prates, redução servirá para abrigar emendas de relator, apesar de Bolsonaro dizer que vai trabalhar para extingui-lo   Levantamento do gabinete do senador Jean Paul Prates (PT-RN) mostra que para 2023, os cortes do presidente  Jair Bolsonaro  (PL) na  área social  somam R$ 5,6 bilhões. De acordo com os dados, as reduções nas despesas foram feitas para acomodar as emendas de relator, cuja previsão na LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) já sancionada pelo presidente é de R$ 19,4 bilhões. "Os dados mostram o real projeto do Bolsonaro, caso ele vença as eleições. Em 2023, praticamente   não haverá recursos para o Farmácia Popular , para o  Mais Médicos , para o controle do câncer, para obras de prevenção a desastres, para o Sistema Único de Assistência Social e para a construção de habitações populares, cisternas no semiárido e creches. E...

AUSTERIDADE E RETROCESSO

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  Como chegamos até aqui? Políticas de austeridade não são neutras e elas afetam de maneiras diferenciadas as sociedades. São muitas as teses que buscam explicar como chegamos até o presente momento histórico. Das crises de representação política nas democracias liberais após a implosão da União soviética, no final de 1991, às emergências de extremistas de direita no século XXI, muitos textos já foram escritos e publicados no mundo. Destaco, nesse sentido, uma palestra da professora Clara Mattei, da New School for Social Research, de Nova York. A palestra “Como os economistas inventaram a austeridade (Fig.1) e pavimentaram o caminho para o fascismo”, disponível no canal New Economic Thinking, do Youtube, desde 12 de outubro, merece a nossa atenção. Políticas de austeridade não são neutras e elas afetam de maneiras diferenciadas as sociedades. As políticas sociais são afetadas negativamente, gerando impactos adversos na coesão social e o acúmulo de ressentimentos. De acordo com Matt...