HISTÓRIA DO BRASIL: MMXVIII/MMXIX/MMXX/MMXXI/MMXXII, O QUADRIÊNIO DA DESGRAÇA ECONÔMICA - XXVII

 


A inflação dos alimentos corroendo a renda dos pobres, por Luis Nassif

Mesmo depois da alta anterior, no curto prazo (3 meses) houve alta de 105 produtos e queda em 69.

O IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Ampliado) mede teoricamente a variação do custo de vida para famílias de várias faixas de renda. Já o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) centrava mais em faixas de menor renda.

Há uma diferença fundamental. Classes de menor poder aquisitivo gastam a maior parte do seu orçamento em bens especiais, especialmente alimentação. A tal deflação registrada artificialmente no IPCA – porque baseada em redução temporária de tributação – não atingiu os mais pobres, devido à pressão dos alimentos.

Confira os dados de setembro de 2022, no acumulado de 12 meses. O Índice Geral foi de 7,17%. Mas o índice geral de Alimentos e Bebidas foi de 11,71%. E o índice de alimentação no domicílio foi de 13,28%.

E não se trata apenas dos últimos 12 meses. Em 18 meses, por exemplo, o índice geral foi de 12,3% contra 16,6% de Alimentação e Bebidas e 18,6% de Alimentação no Domicílio.

Em setembro de 2022 houve alta em 101 produtos e queda em 74.

Em 12 meses, houve alta em 147 produtos e 27 em queda. 

Mesmo depois da alta anterior, no curto prazo (3 meses) houve alta de 105 produtos e queda em 69.

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