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HISTÓRIA ECONÔMICA DO SÉCULO XX: CAPÍTULO - VII

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Como são lindos os neoliberais, mas tudo é muito mais Preocupam a alienação e a distância que se toma da emancipação humana Livros são um prazer. Além do conteúdo, as conexões que provocam com outras obras me gratificam . "A Nova Razão do Mundo: Ensaio sobre a Sociedade Neoliberal", de Pierre Dardot e Christian Laval , surpreendeu pela quantidade de referências que me vieram à mente. Como em um caleidoscópio, convidei para "conversar"  Friedrich August von Hayek ,  John Maynard Keynes ,  Fernando Henrique Cardoso ,  Michel Foucault ,  Karl Marx  e representantes da  Escola de Chicago . Crítico que sou, a ideia de que há algo sensato em uma sociedade liberal não me convence. O colonialismo foi uma dominação capitalista. Parafraseando  Caetano Veloso , cantarolei "como são lindos os neoliberais, mas tudo é muito mais" ("Podres Poderes", 1984). Fique claro que a "nova razão" dos autores está associada ao novo sentido e à pretensão ho...

LIBERTARIANISMO E O FIM DO ESTADO

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  O libertarianismo à brasileira Os libertarianistas querem o fim do Estado, enquanto os liberais apenas a sua redução à menor potência. São ideologias apelativas para as elites, já que na visão dos que têm recursos é bom que não haja um Estado enorme redistribuindo riquezas Quero começar o presente texto com uma frase do economista libertarianista Ludwig von Mises:  “The state can be and has often been in the course of history the main source of mischief and disaster”  (tradução livre: o Estado pode ser, e usualmente é pelo curso da história, a maior fonte de desmando e desastre). Essa frase pode bem sumarizar a ideia dessa linha filosófica de que o Estado seria a fonte dos problemas de uma nação. Feito esse breve introito, e usando essa frase como mote para o texto, passemos ao Brasil. Um dos pontos interessantes do atual processo eleitoral foi justamente aquele que escancarou uma questão que, a despeito de bem relevante, ainda não é muito debatida, qual seja, o liberta...

A CRÔNICA DA SUBORDINAÇÃO CONSENTIDA

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  A crônica da subordinação consentida A tragédia do Brasil é uma elite que não está interessada em construir uma nação rica e soberana, mas acumular capital pela sobre-exploração da força de trabalho conjugada com devastação ambiental 26/05/2022 Por: José Luis Costa Oreiro  ( UnB/UPV/CNPq),  Luiz Fernando Rodrigues de Paula (IE-UFRJ, CNPq),  Lauro Mattei (UFSC/NECAT),  Fábio Guedes Gomes (UFAL),  Maurício Weiss (UFRGS),  Kalinka Martins da Silva (IFG/Campus Luziânia),  AdalmirMarquetti (PUCRS) e  Daniel Moura da Costa Teixeira (PPGECO/UnB)* “ Não é no que pensamos, mas no como pensamos, que reside nossa contribuição a teoria ”. Carl von Clausewitz O crescimento mais expressivo da economia brasileira a partir de 2003 começou a ser interrompido com a emergência da crise financeira mundial de 2008-2009. A mudança no cenário internacional colocou limites na capacidade de a política econômica propiciar elevado nível de utilização da capacidade in...

O PAPEL DO ESTADO NA ECONOMIA: CRÍTICA À ESCOLA AUSTRÍACA.

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  "O Estado mínimo, como defende esta escola, significa, na verdade, oposição às políticas de direitos e garantias sociais. O capitalismo   darwinista   não faz política social, quem faz política social é o Estado". O comentário é de  Juliano Giassi Goularti , doutorando do   Instituto de Economia da Unicamp , em artigo publicado por   Brasil Debate,   05-07-2015. Eis o artigo. Partindo do nível de abstração teórico e dentro do princípio da liberdade de expressão e da democracia, pretendemos neste artigo nos contrapor à  escola austríaca . Dado a limitação de espaço, refutaremos um ponto da escola: o papel do Estado e da autoridade monetária (Banco Central). No entendimento da escola, a intervenção do Estado prejudica o conjunto das relações econômicas, por isso defende o  laissez-faire . No seu conjunto, as intervenções são vistas como uma prática equivocada, perniciosa e trazem danos e consequências desastrosas. O Estado mínimo é condi...