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Mostrando postagens com o rótulo Juros

HISTÓRIA DO BRASIL - ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA, VOZES DO BOM SENSO: ANDRÉ LARA REZENDE

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  O keynesiano Lara Resende contesta as “teses” usadas pelo BC para manter os juros mais altos do mundo “Quando o Banco Central insiste em manter juros extraordinariamente altos, além dos males conhecidos, agrava o desequilíbrio das contas públicas que ele tanto critica” O economista André Lara Resende, em artigo publicado no Valor Econômico, nesta sexta-feira (02/06/23), afirma que “um regime fiscal responsável deve ter por base uma política de juros que só excepcionalmente se desvie desse intervalo”. Segundo ele, parece ter sido finalmente entendido no Brasil que as políticas monetária e fiscal são indissociáveis. “O que ainda falta ser assimilado é que a política de juros altos tem implicações fiscais que não podem ser desconsideradas. Quando o Banco Central insiste em manter juros extraordinariamente altos, além dos males conhecidos, agrava o desequilíbrio das contas públicas que ele tanto critica”, argumenta.  Confira! OS JUROS E A QUESTÃO FISCAL ANDRÉ LARA RESENDE* Há un...

HISTÓRIA DO BRASIL - ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA, VOZES DO BOM SENSO: LUIZ ALBERTO MELCHERT

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  A taxa de juros pelo lado do produtor, por Luiz Alberto Melchert A indústria, que chegou a contribuir com 35% do PIB durante os anos 1980, está ao redor dos 11% no presente. No dia 18/04/23, publicou-se uma matéria acerca do  efeito da taxa de juros sob o ponto de vista do consumidor . Ora, se matemática e psicologicamente o efeito é discutível, por que tanto pânico acerca das reuniões do Copom e declarações do Banco Central? Assim como na matéria anterior, por tratar-se do bem mais dependente de crédito entre os de consumo durável, continuaremos usando o automóvel como exemplo. De fato, a taxa de juros parece afetar muito pouco o consumo, tanto que continuam-se vendendo automóveis a uma taxa de juros de 30% ao ano. Aliás, essa taxa é para vendas com menos de 50% do valor financiado, quando não se necessita de fiador. Se necessitar, o dinheiro pode até não sair. O problema é o que acontece pelo lado da oferta. Lá vem a ladainha de que o medo de perder é muito maior do que a ...

HISTÓRIA DO BRASIL - ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA, VOZES DO BOM SENSO: ABRADIN

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  “Atual taxa de juros do BC não é só lamentável, é criminosa”, diz presidente da Abradin Líder da Associação Brasileira de Investidores diz que a insistência nos juros altos “é imbecilização do raciocínio econômico do BC e demonstra uma total desconexão da autoridade monetária em relação à realidade econômica do país” O economista e dirigente da Abradin foi incisivo em sua crítica à atual política de juros do Banco Central.  “Temos um Banco Central autista”, disse ele. “Para o nosso Banco Central vale o raciocínio pedestre dos terraplanistas da economia: se os preços sobem é porque as pessoas estão comprando muito, então vamos tirar o dinheiro delas subindo os juros'”, destacou. Somando-se a vários outros economistas que lançaram neste fim de semana um manifesto com mais de 600 signatários contra a política levada a cabo por Roberto Campos Neto, presidente do BC, Valporto defende mudanças para se adequar aos objetivos do ovo governo. “A política monetária é um dos pilares da ...

HISTÓRIA DO BRASIL: MMXVIII/MMXIX/MMXX/MMXXI/MMXXII, O QUADRIÊNIO DA DESGRAÇA ECONÔMICA - XIX

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  Sob efeito do juro alto, produção industrial recua em 9 de 15 locais em 12 meses, aponta IBGE S ão Paulo, principal parque industrial do país, acumula queda de 0,4% Nove dos 15 locais pesquisados pelo IBGE registraram taxas negativas na produção industrial no acumulado dos últimos 12 meses até novembro, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional, divulgada nesta sexta-feira (13).  Em São Paulo, o principal parque industrial do país, a produção ficou estagnada ao registrar -0,4% em 12 meses. De acordo com o IBGE, entre as maiores perdas no período estão: Pará (-8,9%), Espírito Santo (-6,7%), Ceará (-6,5%) e Santa Catarina. Entre os que tiveram ganhos na produção, destacam-se: Mato Grosso (21,6%), Rio de Janeiro (4,6%), Amazonas (4,1%) e Goiás (2,6%). Com a taxa de juros alta proporcionando um superendividamento das famílias e inibindo o crédito e, assim, derrubando o consumo de bens no país, a produção industrial brasileira recuou 0,1% em novembro em relação a ...

PATRIMONIALISMO TUPINIQUIM

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  A economista Monica De Bolle, membro sênior do Peterson Institute for International Economics e professora da Universidade Johns Hopkins, em artigo, afirma que os “títulos públicos são tratados como dívida pública, embora não o sejam no estrito senso de suas funções. Estão dadas as bases para o patrimonialismo tupiniquim: inflamos o estoque de dívida, base de remuneração dos credores; ao mesmo tempo, trabalhamos com juros nas alturas, garantindo seus rendimentos”. De acordo com a economista, “o Brasil não tinha aquecimento de demanda para justificar o aumento de 2,75% para 13,75% da Selic. Sobretudo em se tratando as causas da inflação de desdobramentos no além-mar”. “O que fez, portanto, esse aumento dos juros? Como já abordado, ele gerou um ganho de R$ 737 bilhões entre março de 2021 e junho de 2022 para os detentores de títulos públicos”. “No Brasil é prática ocultar as despesas financeiras e seus desdobramentos patrimonialistas enfatizando sempre o resultado primário do gover...

HISTÓRIA DO BRASIL - I: O QUADRIÊNIO DA DESGRAÇA ECONÔMICA: MMXVIII/MMXIX/MMXX/MMXXI/MMXXII.

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  O Copom e a Selic em 2023 Reconstruir tudo aquilo que foi seriamente destruído ao longo dos últimos quatro anos implica a mudança radical na orientação da política econômica. O anúncio da decisão da 249ª reunião do Comitê de Política Monetária (COPOM) teve algum sentido de surpresa. A nota divulgada no final da tarde do dia 21 de setembro apontava a interrupção de uma série de doze encontros anteriores em que a taxa referencial de juros havia sido sistematicamente aumentada. Assim, depois de 18 meses de elevações ininterruptas, a SELIC ficou finalmente estacionada no patamar de 13,75% ao ano. A expectativa de que o colegiado responsável pelo estabelecimento das bases da política monetária no Brasil aumentasse mais uma vez esse instrumento residia na realização, quase simultânea, de uma reunião do órgão congênere dos Estados Unidos. No mesmo dia, o FED decidia por aumentar o intervalo de sua taxa em 0,75%, passando o teto da mesma de 2,5% para 3,25% anuais. Como costuma acontecer ...

TAXA BÁSICA DE JUROS

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Desde 10/10/19 a taxa básica de juros no mercado é a mais baixa da história de que se tem registro. Está perto de 1% ao ano e deve ir abaixo disso nas próximas semanas. Trata-se aqui da taxa básica dos negócios com prazo de um ano, descontada a inflação esperada. É uma espécie de piso dos juros de mercado, a taxa no atacadão de dinheiro grosso, digamos. É uma novidade exótica o  Brasil ter juro real perto de zero , mesmo com economia deprimida –por falar nisso, convém verificar suas aplicações de renda fixa mais comuns, que vão render nada ou menos do que isso, pelo próximo ano, ao menos.Trata-se de novidade desperdiçada, em parte. O país parece um morto de sede que vê água fresca cair e sumir na terra esturricada. Por exemplo, jamais houve condições tão boas, em termos financeiros, para se  conceder obras, como estradas e ferrovias , para empresas privadas. No entanto, faltam projetos, regras atrativas e, talvez, perspectiva de que não  haverá loucuras econômicas ...