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Mostrando postagens com o rótulo Financeirismo

COMO GANHAR DINHEIRO SEM PRODUZIR UM PREGO

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  A mamata de viver de juros no Brasil por Róber Iturriet Avila A classe média forma sua ideologia a partir da Bolsa de Valores: se a Bolsa sobe, é “bom para a economia” , se cai “é ruim para a economia”. Todos sabem que a taxa de juros no Brasil é alta, o que pesa sobre consumidores, empreendedores, devedores no geral e também governos. Embora tal característica exista desde a implantação do Plano Real, em 1994, o debate cresceu a partir da discussão sobre a autonomia do Banco Central. Importa ter referência do custo que há para o Estado, em todos os níveis, dos juros pagos. Antes dessa métrica, convém obter alguns parâmetros de comparação, levando em conta União, estados e municípios (Estado). Considere-se que os governos arrecadam apenas uma parte do Produto Interno Bruto (PIB). A despesa com saúde pública no Brasil é atualmente 3,76% do PIB por ano. Educação custa 6,2% do PIB, para atender 42 milhões de estudantes. Os 36 milhões de beneficiários do INSS custam 8,18% do PIB. O p...

PATRIMONIALISMO TUPINIQUIM

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  A economista Monica De Bolle, membro sênior do Peterson Institute for International Economics e professora da Universidade Johns Hopkins, em artigo, afirma que os “títulos públicos são tratados como dívida pública, embora não o sejam no estrito senso de suas funções. Estão dadas as bases para o patrimonialismo tupiniquim: inflamos o estoque de dívida, base de remuneração dos credores; ao mesmo tempo, trabalhamos com juros nas alturas, garantindo seus rendimentos”. De acordo com a economista, “o Brasil não tinha aquecimento de demanda para justificar o aumento de 2,75% para 13,75% da Selic. Sobretudo em se tratando as causas da inflação de desdobramentos no além-mar”. “O que fez, portanto, esse aumento dos juros? Como já abordado, ele gerou um ganho de R$ 737 bilhões entre março de 2021 e junho de 2022 para os detentores de títulos públicos”. “No Brasil é prática ocultar as despesas financeiras e seus desdobramentos patrimonialistas enfatizando sempre o resultado primário do gover...

QUEDA DA BOLSA & ALTA DO DOLAR

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  Sistema Financeiro Disfuncional?! Parte I: Queda da Bolsa e Alta do Dólar Melhor não se impressionar com as circunstanciais altas e baixas, tanto da bolsa de valores, quanto do dólar, como efeito do contínuo jogo especulativo. Há erros contrafactuais na argumentação de Armínio Fraga (ex-BCB), Edmar Bacha (CdG), Pedro Malan (ex-MinFaz), ao defenderem a conservação da austeridade fiscal via Regra do Teto. O leitor, através de evidências empíricas, não deve se impressionar com as circunstanciais altas e baixas da bolsa de valores como  efeito de contínuo jogo especulativo . Parcela ínfima de Pessoas Físicas participa, diretamente, do mercado de ações: pouco acima de um milhão entre cerca de 170 milhões de adultos brasileiros. O varejo tem 1,2 milhão de contas em fundos de ações com média per capita de R$ 36 mil. Há 145 mil contas de  Private Banking , sem discriminação possível do número em ações, mas estão 7,5% de sua carteira total (R$ 1,9 trilhão) em fundos de ações e ...

BRASIL, UMA SOCIEDADE FEUDAL.

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  Michael Hudson: "vocês estão vivendo o equivalente a uma sociedade feudal, mas em vez de latifundiários, vocês têm financistas" " Não vejo como o Brasil pode sair disso. Quando Lula planejou algo para o povo, foi derrubado com a ajuda americana para implantar uma ditadura", diz o economista dos EUA. Com base em uma entrevista exclusiva realizada com Michael Hudson, economista norte-americano, professor de economia na Universidade do Missouri do Kansas, pesquisador do Levy Economics Institute do Bard College e autor do livro The Destiny of Civilization: finance capitalism, industrial capitalism or socialism, que foi lançado em inglês no último mês de maio, esta matéria está dividida em três partes. Na primeira, Hudson explica de forma simples os três conceitos centrais da sua obra:  o capitalismo industrial, o capitalismo financeiro e o socialismo . Na segunda, fala sobre o conceito de  Guerra Fria 2.0  e, por fim, considera a atual condição do  Brasil no cenár...