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Mostrando postagens com o rótulo Desindustrialização

HISTÓRIA DO BRASIL - ANO MMXXIII DO QUADRIÊNIO DA ESPERANÇA, VOZES DO BOM SENSO: JOSÉ LUIS OREIRO

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José Luis Oreiro. Foto: FGV José Luís Oreiro, economista e professor da Universidade de Brasília, defende, em artigo que reproduzimos na íntegra, que “o Brasil” para “retomar o desenvolvimento econômico e voltar a ser um país economicamente relevante no mundo é necessário que a economia brasileira passe por um processo de reindustrialização”. Com dados, o economista mostra que “a estagnação da economia brasileira está associada com a perda de importância da indústria de transformação no PIB”, iniciada com a era neoliberal dos anos 80/90. “No período de 1930 a 1977 a economia brasileira apresentou uma aceleração do crescimento do PIB per-capita, o qual apresentou atingiu o pico de quase 7% a.a na média móvel decenal em 1977, valor suficiente para duplicar o PIB per-capita do Brasil a cada dez anos”, sustentou. “Essa perda de relevância da economia brasileira no mundo no período 1980-2023 decorreu da forte desaceleração do crescimento econômico brasileiro nos últimos 40 anos”, aponta Ore...

HISTÓRIA DO BRASIL: MMXVII/MMXVIII/MMXIX/MMXX/MMXXI/MMXXII, O SEXÊNIO DA DESGRAÇA ECONÔMICA - VIII

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  Indústria brasileira acumula seis anos de perdas nos últimos 10 anos A indústria tem sido castigada, ao longo do tempo, por um ambiente macroeconômico marcadamente hostil A indústria brasileira perdeu quase um sexto de sua capacidade produtiva na última década, acumulando resultados negativos em seis daqueles 10 anos, com avanços eventuais apenas em 2013, 2017, 2018 e 2021. Ainda assim, foram taxas de crescimento extremamente modestas quando comparadas aos tombos registrados nos anos imediatamente anteriores, vale dizer, sem que o setor jamais conseguisse se recuperar das perdas sequenciais que sofreu e vem sofrendo. No ano passado, a produção recuou 0,7% depois de avançar 3,9% em 2021, resultado que não chegou a repor as perdas de 4,5% sofridas em 2020, como resultado da pandemia. O crescimento de 2,1% em 2013 veio na sequência de uma queda de 2,3% em 2012. Em 2017 e 2018, a produção chegou a avançar, pela ordem, 2,5% e 1,0%, num ritmo insuficiente para recompor o parque industr...

HISTÓRIA DO BRASIL: MMXVII/MMXVIII/MMXIX/MMXX/MMXXI/MMXXII, O SEXÊNIO DA DESGRAÇA ECONÔMICA - V

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  O pensamento conservador promete o retrocesso Os editoriais dos jornais e os economistas do ‘mercado’ fazem um movimento de marcha à ré na história Em 1985 um filme fez bastante sucesso e bateu recordes de bilheteria. Dirigida por Robert Zemeckis, a obra conta a história de um adolescente que volta ao ano de 1955. De volta para o futuro é também a história de alguém desesperado, em 1985, para que vida voltasse a ser como antes. No linguajar dos jovens brasileiros, “deu ruim”. Há que constatar: no mundo real a arte pode estar correndo atrás da vida. E não existe campo mais fértil para esse tipo de fenômeno que os retrocessos intelectuais praticados pelos “arautos” da ciência econômica e seus comentaristas midiáticos.  Vejamos. Faz de conta que todos nós fomos levados a acompanhar a imprensa inglesa especializada em economia na chamada “era Vitoriana” (1837-1901). Época em que, a despeito de o capitalismo ter sofrido mudanças em sua forma de funcionamento, ainda impe...

HISTÓRIA DO BRASIL: MMXVII/MMXVIII/MMXIX/MMXX/MMXXI/MMXXII, O SEXÊNIO DA DESGRAÇA ECONÔMICA - IV

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  Os dados da desindustrialização, por Estado Autor: Luis Nassif. Período pós-Bolsonaro: a indústria caiu 2,28%, com alta em 7 estados e queda em 7. A maior alta foi Rio de Janeiro, com 14,4% O IBGE divulgou a Pesquisa Mensal da Indústria (PMI) até outubro de 2022, por estados. No mês, a Indústria cresceu 0,28% no geral, com alta em 6 estados e queda em 8. A maior alta foi o Pará, com +5,2% e a maior queda o Ceará, com -13,7%. É interessante analisar outros períodos. Período pós-Bolsonaro: a indústria caiu 2,28%, com alta em 7 estados e queda em 7. A maior alta foi Rio de Janeiro, com 14,4%, exclusivamente devido ao aumento dos royalties do petróleo; a maior queda foi no Espírito Santo, com -41,9%. Período pós-Temer: com a política ultraliberal radicalizando, de lá para cá a indústria caiu 0,62, com alta em 6 estados e queda em 8. A maior alta foi Rio de Janeiro, com 20% e a maior queda foi Espírito Santo, com 43,59%. Em 10 anos, houve queda de 16,05% no país. A maior alta foi Pará...

HISTÓRIA DO BRASIL: MMXVII/MMXVIII/MMXIX/MMXX/MMXXI/MMXXII, O SEXÊNIO DA DESGRAÇA ECONÔMICA - X

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  Permanece a paralisia histórica da indústria, por Luis Nassif No período Bolsonaro, a indústria ficou em zero, houve queda de 2,56% nas indústrias extrativas e alta de 1,36% na de transformação. Os dados da Pesquisa Mensal da Indústria (PMI) do IBGE, referentes ao mês de agosto,  mostram total falta de reação do setor. Para evitar oscilações pouco representativas, os dados abaixo foram calculados em cima do acumulado de 12 meses. Em relação a julho de 2022, houve aumento de 0,11% na indústria em geral, mas queda de 3,57% nas indústrias extrativas e de 0,2% na indústria de transformação. Em relação a agosto de 2021, houve queda de 2,64% na indústria em geral, de 8,93% nas extrativas e crescimento de 2,66% na de transformação. No período Bolsonaro, a indústria ficou em zero, houve queda de 2,56% nas indústrias extrativas e alta de 1,36% na de transformação. No gráfico fica mais nítido a degradação da indústria nos últimos 10 anos. Na análise dos dados mensais, os gráficos most...

DESINDUSTRIALIZAÇÃO, UM PROBLEMA DE VARIÁVEIS MÚLTIPLAS.

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  Desindustrialização, um problema de variáveis múltiplas, por Luiz Alberto Melchert de Carvalho e Silva Persiste na mídia especializada a memória de uma só política como causadora de um fenômeno tão complexo quanto a desindustrialização Se há algo que incomoda muito no jornalismo econômico é a tendência de explicar os fatos como tendo uma só causa. Se nas ditas ciências exatas, é preciso supor condições ideais de temperatura e pressão, nas ciências sociais, que englobam a Economia, a multiplicidade de variáveis é ainda mais gritante. Daí Léon Walras ter introduzido, mesmo que indiretamente, a ideia de modelo. Trata-se da seleção das variáveis mais importantes, ou mais significativas, na construção de um fato. Mesmo assim, reconhece-se que não é possível abranger todos os ângulos e dá-se o nome de “Ceteris paribus” (para o resto parado). Essa técnica espalhou-se por todas as ciência. Cada uma lida com suas formas de construção de modelos, bem como de testar sua aderência com a real...